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Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem no Brasil

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua em alta no Brasil. Dados do mais recente boletim InfoGripe , da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que todas as unidades da federação registram incidência da doença em níveis de alerta, risco ou alto risco.

Segundo o levantamento, o avanço das ocorrências está associado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), da influenza A e do rinovírus, responsáveis pelo aumento das internações em diversas regiões do país.

Em 18 estados, a Fiocruz identificou crescimento sustentado dos casos no longo prazo. Estão nessa situação Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

O VSR permanece como o principal agente associado aos casos graves. O vírus segue em expansão em estados das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, incluindo Maranhão, Bahia, Ceará, Pará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mesmo em locais onde há sinais de estabilização ou redução, a circulação do vírus ainda é considerada elevada.

A influenza A também mantém impacto importante sobre os indicadores de saúde. De acordo com a Fiocruz, os casos graves atingem principalmente crianças com menos de dois anos de idade, enquanto os óbitos se concentram entre pessoas com 65 anos ou mais. Embora a tendência nacional seja de estabilidade ou queda, alguns estados ainda registram aumento das hospitalizações, especialmente na Região Sul, além de São Paulo, Minas Gerais, Acre, Roraima e Rio Grande do Norte.

O rinovírus, por sua vez, tem contribuído para o crescimento das internações, sobretudo entre crianças e adolescentes. A elevação dos casos é observada em estados como Alagoas, Ceará, Paraíba, Piauí, Sergipe, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em relação à Covid-19, o boletim aponta redução dos casos graves na maior parte do país. No entanto, Ceará, Maranhão e Pará ainda apresentam tendência de crescimento.

Capitais registram avanço da SRAG – O InfoGripe também identificou aumento de longo prazo dos casos de SRAG em 15 capitais brasileiras. A lista inclui Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Porto Alegre, Rio Branco, Rio de Janeiro e São Luís.

VSR lidera entre os casos confirmados –Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, o VSR respondeu por 48,5% dos casos positivos de SRAG. Em seguida aparecem o rinovírus (24,3%), a influenza A (21,9%), a influenza B (5,1%) e o Sars-CoV-2 (2,1%).

Entre os óbitos, a influenza A foi o vírus mais frequente, presente em 49% das ocorrências. O rinovírus representou 16,9% dos registros, seguido pelo VSR (16,6%), Sars-CoV-2 (9%) e influenza B (8,2%).

Vacinação segue como principal forma de prevenção – A Fiocruz reforça que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para evitar casos graves e mortes provocados por vírus respiratórios. A instituição também recomenda cuidados como higienizar as mãos regularmente, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar objetos de uso pessoal, utilizar máscara ao apresentar sintomas respiratórios e reduzir o contato com outras pessoas em caso de gripe ou resfriado.

O boletim tem como base informações registradas no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe até 30 de maio e corresponde à Semana Epidemiológica 20.

Categoria: Notícias