
Em entrevista, Maria Elisângela, que mora na cidade, disse que tem vez que trabalha com fome. “A roça não tem me dado nada, a gente não tem nada, a gente vai pra roça com fome”, disse.
Joseane foi outra maranhense que contou na reportagem como vive com os filhos e netos. “Tem vezes que a gente janta, mas não almoça. É a falta de dinheiro”, diz.
O número de famílias com crianças menores de 10 anos que não têm o que comer, dobrou. A rede Penssan, que reúne pesquisadores de universidades e instituições de todo o país e é referência no monitoramento da fome no Brasil, além de ser reconhecida pelas Nações Unidas, mostrou que o aumento de 14 milhões de brasileiros que tem passado fome.
Entra governo e sai governo e o Maranhão continua sendo referência nos quesitos pobreza, miséria e fome. O último governador Flávio Dino, ao assumir o Palácio dos Leões em 2015, prometeu que ao deixar o estado, nenhum município estaria em situação de extrema pobreza. Como todos podem ver, Flávio Dino não conseguiu cumprir sua promessa.