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No Nordeste, mais de 9 milhões de moradias não têm acesso à rede de esgoto

A Região Nordeste é a que mais sofre em todo o Brasil com a falta de saneamento básico, conforme o recente levantamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil. São mais de 9,7 milhões de moradias privadas do acesso à rede de coleta de esgoto.

O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continuada Anual (PNADCA), produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2013 e 2022.

Para realizar essa análise, o estudo considera cinco categorias de privações: privação de acesso à rede geral de água; frequência de recebimento insuficiente de água potável; disponibilidade de reservatório; privação de banheiro; e privação de coleta de esgoto. Entre todas essas privações de saneamento analisadas, a região Nordeste tem a maior precariedade dos serviços básicos.

Dados – Em relação ao serviço de coleta de esgoto, quase 23 milhões de moradias brasileiras (30,8% das residências) não tinham acesso à rede geral de coleta de esgoto. O estudo indica que 42,7% das residências com privação de acesso à coleta de esgoto estavam no Nordeste, totalizando 9,750 milhões de moradias. Entre os estados da região, a maior concentração de moradias com essa privação estava no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. No Nordeste, metade das moradias ainda não tinha acesso à coleta de esgoto.

Sobre a privação de acesso à rede geral de água, as estatísticas da PNADC indicam que 8,916 milhões de moradias brasileiras não estavam ligadas à rede geral de abastecimento de água tratada em 2022, afetando 27,270 milhões de pessoas. A maior parte delas (35%) estava localizada nos estados do Nordeste, totalizando 3,117 milhões de residências em 2022. Na região, a maior concentração de moradias com essa privação estava na Bahia, em Pernambuco e no Maranhão. No Nordeste, cerca de 17 a cada 100 moradias ainda não estavam ligadas à rede geral de abastecimento de água tratada.

No que diz respeito à ausência de banheiros nas residências, os dados presentes no estudo indicam que 1,332 milhões de moradias não tinham banheiro de uso exclusivo no domicílio. Com cerca 63,1% das moradias sem acesso à banheiros, o Nordeste apresenta a maior precariedade entre todas as regiões, no qual, 841 mil habitações nordestinas sofrem com privação de banheiro. Entre os estados do Nordeste, a maior concentração de moradias com essa privação estava no Maranhão, Bahia e Piauí. Na região Nordeste, cerca de 4 a cada 100 moradias ainda não tinham banheiro de uso exclusivo.

Após analisar os dados do estudo, fica evidente que há milhões de habitantes no Nordeste vivendo em condições precárias de saneamento, sujeitos a sérios riscos para a saúde. A falta desses serviços básicos aumenta significativamente a incidência de doenças transmitidas pela água, especialmente entre os jovens e os idosos. Além disso, a carência de infraestrutura básica leva ao afastamento das pessoas de suas atividades profissionais e rotinas diárias, resultando em um impacto negativo na qualidade de vida das famílias e no futuro das crianças.

Categoria: Notícias