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Gripe avança no Brasil e acende alerta para estados

O Brasil registra aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados a diferentes vírus respiratórios, com destaque para a influenza A. Dados do mais recente Boletim InfoGripe, da Fiocruz, indicam que 13 das 27 unidades federativas estão em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento a longo prazo. Entre as capitais, 11 apresentam cenário semelhante, incluindo São Luís, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o rinovírus liderou entre os casos positivos de SRAG, com 40,8%, seguido pela influenza A (30,7%) e pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por 19,9%. Já a Covid-19 respondeu por 6,2% das ocorrências. Entre os óbitos, a influenza A aparece na frente, associada a 40,5% das mortes, seguida pelo rinovírus (27,3%) e pela Covid-19 (25%).

O avanço da influenza A tem sido mais intenso em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, como Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. No Nordeste, também há crescimento em estados como Paraíba, Alagoas e Sergipe. Em contrapartida, parte do Norte e do Nordeste já apresenta sinais de desaceleração ou queda nos casos, incluindo Maranhão, Ceará, Bahia e Pará.

Apesar da circulação do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), conhecido como “supergripe” por sua maior capacidade de transmissão, não há evidências de aumento na gravidade ou na letalidade em comparação com outras variantes. Especialistas reforçam que a vacina contra a gripe, atualizada anualmente, continua sendo a principal forma de proteção e já contempla essa cepa.

Outro ponto de atenção é o crescimento dos casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório, especialmente entre crianças de até dois anos. A alta foi observada em estados do Nordeste, como Pernambuco e Bahia, além de regiões do Centro-Oeste e Sudeste. Por outro lado, estados do Norte, como Amazonas e Acre, já indicam redução nesses registros.

Os casos graves associados ao rinovírus mostram tendência de estabilização ou queda na maior parte do país, embora ainda apresentem aumento em estados como Maranhão, Pará, Mato Grosso e Alagoas. Já as ocorrências relacionadas à Covid-19 permanecem em níveis baixos em todo o território nacional.

O levantamento da Fiocruz é baseado em dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe e serve como um importante termômetro para orientar ações de saúde pública diante da circulação simultânea de vírus respiratórios no país.

Categoria: Notícias