O fenômeno El Niño deve continuar atuando durante o segundo semestre de 2026 e poderá manter influência sobre o clima brasileiro até o verão de 2026/2027. A avaliação consta em boletim técnico divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia, elaborado em parceria com instituições responsáveis pelo monitoramento climático no Brasil e no exterior.
De acordo com o levantamento, há mais de 90% de probabilidade de permanência do fenômeno nos próximos meses. O El Niño é provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, condição que altera a circulação atmosférica e interfere nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.
As previsões para o trimestre entre julho e setembro indicam aumento das chuvas em parte da Região Sul. Em contrapartida, áreas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste devem registrar precipitações abaixo da média histórica. Os modelos também projetam temperaturas acima do normal em grande parte do país, cenário que favorece a ocorrência de ondas de calor e amplia o risco de incêndios florestais.
Os efeitos do fenômeno podem atingir diversos setores, como agricultura, recursos hídricos, produção de energia, saúde pública e ações de prevenção a desastres naturais. A intensidade desses impactos depende da evolução do El Niño e das características climáticas de cada região.
O Inmet informou que continuará acompanhando a evolução das condições climáticas e divulgará novos boletins conforme houver atualização das previsões meteorológicas.