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Levantamento mostra que educação amplia chances de melhoria de renda no Brasil

O acesso a uma educação de melhor qualidade está entre os principais fatores ligados ao aumento da renda da população brasileira. A constatação faz parte do Atlas da Mobilidade Social, estudo desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o Prospera Lab, que analisa as oportunidades de ascensão econômica em diferentes municípios do país.

De acordo com o levantamento, cidades que registram melhores resultados na educação básica, medidos pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e menores índices de distorção entre idade e série escolar apresentam maiores possibilidades de mobilidade social para jovens de famílias de baixa renda.

O estudo também evidencia diferenças expressivas entre as regiões brasileiras. As melhores perspectivas de ascensão econômica estão concentradas no Sul, Sudeste e em parte do Centro-Oeste. Já no Norte e no Nordeste, a permanência das famílias nas faixas de menor renda é mais frequente, indicando maior dificuldade para romper o ciclo da pobreza.

Os dados revelam ainda um contraste entre municípios. Em Assis Brasil, no Acre, 84,4% dos jovens oriundos do quarto mais pobre da população permanecem nessa condição quando chegam à vida adulta. Em Ponte Serrada, em Santa Catarina, o percentual é de apenas 2,13%, um dos menores registrados pelo levantamento.

Além das diferenças territoriais, o Atlas aponta que fatores sociais também influenciam as oportunidades. Entre os jovens brancos nascidos em famílias de baixa renda, 36,3% continuam no mesmo grupo econômico na fase adulta. Entre os não brancos, esse índice alcança 51,6%.

A desigualdade também aparece no recorte por gênero. Enquanto 32,9% dos homens permanecem entre os 25% mais pobres da população, o percentual entre as mulheres chega a 65,1%. No grupo das mulheres não brancas, a taxa sobe para 69%, acima dos 52,9% registrados entre as mulheres brancas.

Para elaborar o Atlas, os pesquisadores utilizaram informações da Receita Federal, dos ministérios do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social, além de dados de pesquisas do IBGE, aplicando metodologias específicas para medir a mobilidade social no país.

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