O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA) comemorou a identificação de indícios de hidrocarbonetos pela Petrobras no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá. A descoberta foi anunciada pela estatal na última semana e reforça as perspectivas sobre o potencial da Margem Equatorial brasileira.
Em publicação nas redes sociais, Pedro Lucas classificou a notícia como um avanço para o país e destacou a importância da exploração para o desenvolvimento econômico da região Norte e Nordeste.
“Que boa notícia! A Petrobras encontrou indícios de petróleo na Foz do Amazonas, um resultado que reforça o enorme potencial da Margem Equatorial”, disse.
O parlamentar também ressaltou sua atuação em defesa da exploração da região e relacionou o avanço das pesquisas ao potencial econômico do Maranhão.
“Como maranhense e defensor, na Câmara dos Deputados, da exploração na Margem Equatorial e do desenvolvimento da nossa região, comemoro esse passo importante”, destacou.
Impacto esperado no Maranhão – O Maranhão poderá estar entre os estados beneficiados por uma eventual expansão da atividade petrolífera na Margem Equatorial. O estado possui as bacias Pará-Maranhão e Barreirinhas, ambas inseridas na faixa marítima que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. A ANP mantém estudos sobre novas áreas exploratórias na região.
As projeções apontam para um possível crescimento de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão, além da geração de aproximadamente 60 mil empregos e investimentos estimados em R$ 10 bilhões no estado.
O deputado preside a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Exploração de Petróleo na Margem Equatorial do Brasil (FMEQ) e tem atuado no Congresso Nacional em defesa da atividade.
Descoberta ainda está em fase de avaliação – A Petrobras identificou indícios de hidrocarbonetos durante a perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas com aproximadamente 2,9 mil metros de profundidade. A perfuração continua para permitir avaliações adicionais sobre as características e o potencial da área.
A identificação de hidrocarbonetos ainda não significa que exista uma reserva comercialmente viável. São necessários novos estudos e testes para determinar a quantidade, a qualidade e a viabilidade econômica dos recursos encontrados.
O avanço ocorre após um processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama. A Petrobras recebeu, em outubro de 2025, a licença para perfurar o poço no bloco FZA-M-59, com o objetivo de obter informações geológicas e verificar a existência de petróleo e gás em escala econômica.
Nova fronteira de exploração – A Margem Equatorial reúne as bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar. A área é considerada uma das principais novas fronteiras exploratórias de petróleo e gás do país.
O resultado obtido no Amapá aumenta as expectativas sobre o potencial da região e pode representar uma oportunidade de longo prazo para o Maranhão.
A exploração, porém, segue acompanhada de discussões sobre os impactos ambientais e a necessidade de conciliar o aproveitamento dos recursos naturais com a preservação dos ecossistemas da região. O próprio processo de licenciamento ambiental estabelece medidas de controle e segurança para as atividades de exploração offshore.