Falta de manutenção, rachaduras, buracos, ausência de sinalização e vias mal-iluminadas estão entre os principais problemas apontados por usuários de pontes federais em uma consulta pública realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa, que esteve aberta até 30 de abril, recebeu 485 contribuições de cidadãos de diversas regiões do país.
Ao todo, foram avaliadas 365 pontes rodoviárias pertencentes às três esferas de governo. O resultado mostra um cenário preocupante: 314 estruturas foram mal avaliadas, 43 receberam avaliações neutras e apenas oito tiveram considerações positivas.
Além dos problemas estruturais, os participantes também relataram a ausência de calçadas para pedestres, ciclovias, pontes com defeitos visíveis e reparos considerados superficiais. Em alguns casos, houve registros de estruturas que desabaram e não foram reconstruídas.
Os relatos foram enviados por meio de um questionário eletrônico disponível no site do TCU. Nele, os usuários avaliaram aspectos como iluminação, sinalização, largura das vias, presença de rachaduras e demais itens relacionados à segurança e conservação das pontes.
Segundo o TCU, as informações referentes às rodovias federais serão integradas a dados técnicos fornecidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O material servirá de base para uma auditoria sobre a gestão da manutenção da malha rodoviária federal, prevista para começar em junho.
A fiscalização abrangerá tanto trechos administrados diretamente pela União quanto rodovias concedidas à iniciativa privada. Já no caso das pontes sob responsabilidade estadual ou municipal, os dados serão repassados aos respectivos tribunais de contas para que avaliem as providências cabíveis.
A consulta pública foi lançada em fevereiro de 2025 e reforça a importância da participação dos cidadãos no acompanhamento das condições da infraestrutura nacional.