Entre janeiro e julho deste ano, o Maranhão contabilizou 477 cédulas falsas de Real retiradas de circulação, segundo levantamento do Banco Central do Brasil (BCB). O relatório mostra que, apesar de o estado não estar entre os primeiros colocados no ranking nacional, a prática de falsificação continua a preocupar as autoridades.
Os golpes se concentram especialmente nas notas de maior valor. No Maranhão, as cédulas de R$ 100 da segunda família do Real lideram a lista, com 236 exemplares não autênticos interceptados. Logo atrás, aparecem as de R$ 200, com 161 apreensões — um número expressivo para uma moeda relativamente recente, lançada em setembro de 2020 pela Casa da Moeda. O alto valor de face explica o interesse dos falsários.
O balanço do Banco Central ainda aponta outros flagrantes em território maranhense: cinco notas de R$ 50 da primeira família do Real, uma de R$ 100 também da primeira família, quatro cédulas de R$ 10 da segunda família, 20 de R$ 20 e outras 50 de R$ 50, todas da segunda família. A Polícia Federal tem sido a principal responsável pela retenção desses papéis falsos.
Na comparação com o restante do país, o Maranhão ocupa a 17ª posição em número de apreensões em 2025, até 31 de julho. São Paulo lidera com larga vantagem (38.390 cédulas), seguido por Minas Gerais (13.884) e Rio de Janeiro (8.289). No recorte do Nordeste, o estado aparece na sexta colocação, atrás da Bahia (6.754), Pernambuco (1.703), Ceará (1.310), Rio Grande do Norte (1.124) e Sergipe (765).
