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Casos de VSR recuam, mas circulação ainda preocupa em parte do país

Os casos de bronquiolite, doença que afeta principalmente bebês e crianças pequenas, estão em queda em grande parte do Brasil. A redução acompanha a diminuição da circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da enfermidade. Apesar disso, o vírus ainda mantém níveis elevados de transmissão em diversos estados, segundo o mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 27, entre os dias 5 e 11 de julho, também aponta redução das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas análises de curto e longo prazo.

Entre as crianças de até 4 anos, a queda das hospitalizações está diretamente relacionada à diminuição das infecções pelo VSR. Na faixa etária de 5 a 14 anos, o recuo é atribuído à menor circulação do rinovírus. Já entre jovens, adultos e idosos, a redução dos casos graves ocorre principalmente em razão da influenza A.

Mesmo com a melhora dos indicadores, a Fiocruz alerta que o vírus sincicial respiratório continua circulando de forma intensa na Região Sul e também em Minas Gerais e Maranhão. Nos demais estados, embora haja sinais de estabilização ou queda, a transmissão permanece em níveis elevados.

Cinco estados apresentam crescimento da incidência de SRAG: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além deles, outras 17 unidades da Federação seguem com incidência elevada da síndrome, mas sem tendência consistente de aumento.

Desde o início de 2026, o Brasil registrou 115.203 casos de SRAG. Entre as amostras com diagnóstico positivo para vírus respiratórios, o VSR lidera os registros, seguido por rinovírus, influenza A, influenza B e Sars-CoV-2.

O boletim também mostra que as crianças de até 2 anos permanecem como o grupo com maior incidência de SRAG, enquanto a maior mortalidade continua concentrada entre pessoas com 65 anos ou mais, principalmente em decorrência da influenza A.

A Fiocruz ainda identificou um discreto aumento das internações por Covid-19 no Amazonas, embora a incidência permaneça baixa. Em relação à influenza A, Minas Gerais, Paraná e Roraima continuam registrando número elevado de casos graves.

Diante desse cenário, a fundação recomenda manter a vacinação em dia e reforçar medidas de prevenção, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas durante o período de sintomas e utilizar máscara quando necessário.

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