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Cidades se unem para reduzir acidentes de trânsito e aliviar custos para a saúde pública

Os acidentes de trânsito representam um dos principais desafios para os municípios brasileiros, tanto pelo número de vítimas quanto pela demanda gerada nos serviços de saúde. Para enfrentar o problema, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP)  lançou uma articulação nacional voltada à prevenção de mortes e lesões nas vias urbanas.

A Coalizão de Cidades pela Redução de Mortes e Lesões no Trânsito terá duração de dois anos e pretende auxiliar as administrações municipais na implementação de políticas permanentes de segurança viária. A iniciativa conta com a participação da Vital Strategies e a Bloomberg Philanthropies, por meio do Road Safety Grants Program

Um dos focos será melhorar o controle da velocidade nas cidades. A medida é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) fundamental para diminuir a gravidade dos acidentes envolvendo principalmente pedestres, ciclistas e motociclistas.

A dimensão do problema pode ser observada nos registros do Ministério da Saúde. Em 2024, 37.150 brasileiros perderam a vida em acidentes de trânsito, o equivalente a cerca de 101 mortes diariamente. O país também contabiliza aproximadamente 160 mil feridos graves a cada ano.

A rede hospitalar dos grandes e médios municípios é particularmente afetada. Dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), referentes a 2025, indicam que quatro em cada cinco internações ocorreram em hospitais localizados em cidades com população superior a 80 mil habitantes.

O levantamento aponta ainda que 59% das pessoas internadas e 54% das vítimas que morreram residiam nesses municípios. A concentração amplia a demanda sobre os serviços públicos e aumenta os custos para as administrações locais.

Segundo a FNP, os impactos financeiros dos acidentes também são expressivos para o país, com perdas estimadas em 3,8% do PIB.

Como parte da coalizão, os municípios participantes receberão capacitação para desenvolver ações de segurança viária. Cinco cidades ainda serão escolhidas para contar com acompanhamento técnico personalizado. Outra ferramenta prevista é uma plataforma digital que permitirá às prefeituras calcular os gastos provocados pelos acidentes na área da saúde.

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