Blog do Rogério Silva - Notícias em tempo real

Setor de petróleo e gás impulsiona arrecadação federal para R$ 235,5 bilhões

A arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões em agosto de 2026, com crescimento real de 8,25% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado foi influenciado principalmente pelo forte avanço da arrecadação do setor de extração de petróleo e gás natural, que passou de R$ 871 milhões para R$ 14,4 bilhões no período.

O valor arrecadado em agosto é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. No acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação chegou a R$ 2,112 trilhões, crescimento real de 7,12%.

A atividade de petróleo e gás foi um dos principais destaques do resultado. Em agosto, a arrecadação do setor alcançou R$ 14,429 bilhões, contra R$ 871 milhões registrados um ano antes.

O desempenho também foi favorecido por receitas consideradas não recorrentes pela Receita Federal. Entre elas está o recolhimento de R$ 1,944 bilhão em Imposto de Exportação sobre óleo bruto, associado a mudanças na legislação. Em 2026, esse imposto relacionado à tributação de combustíveis já soma R$ 9,926 bilhões.

Outros setores também contribuíram para o aumento da arrecadação. O comércio atacadista apresentou crescimento de 11,89%, enquanto as atividades auxiliares do setor financeiro avançaram 29,8%. Na fabricação de produtos do fumo, a alta chegou a 112,7%.

Entre os tributos, a arrecadação de IRPJ e CSLL cresceu 13,09% em termos reais e somou R$ 34,1 bilhões em agosto. As receitas previdenciárias totalizaram R$ 63 bilhões, alta de 4,3%, enquanto o Imposto de Importação aumentou cerca de 22,7%.

Considerando somente as receitas administradas pela Receita Federal, foram arrecadados R$ 227,865 bilhões em agosto, crescimento real de 8,24%. No acumulado do ano, esse grupo de receitas atingiu R$ 2,019 trilhões, alta de 7,10%.

Segundo a Receita Federal, o resultado também acompanhou a evolução das vendas de bens e serviços, da massa salarial e do valor em dólar das importações. A produção industrial foi o único entre os principais indicadores analisados a apresentar retração, de 1,07%.

Categoria: Notícias