O Brasil registra um novo avanço nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com crescimento associado principalmente à circulação da influenza A. O cenário é apontado pelo mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz.
De acordo com o levantamento, 22 estados apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG nas últimas semanas. Entre eles estão Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. O aumento também é observado em capitais como São Luís, Salvador, Recife e Brasília, onde há tendência de crescimento contínuo dos casos.
A análise recente mostra que o rinovírus lidera entre os agentes identificados, sendo responsável por 45% das infecções. Em seguida aparece a influenza A, com 27,8%, além do vírus sincicial respiratório (14,6%), Sars-CoV-2 (9,1%) e influenza B (1,4%). No recorte de óbitos, a influenza A ocupa a primeira posição, presente em 35,9% das mortes.
O boletim destaca ainda que o aumento das internações tem sido impulsionado também pelo rinovírus, principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, grupo que apresenta maior exposição em ambientes coletivos.
Apesar do avanço em grande parte do país, alguns estados começam a apresentar sinais de estabilização. Pará, Ceará e Pernambuco registram indícios de desaceleração no crescimento dos casos relacionados à influenza A. Em contrapartida, unidades como Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe seguem com tendência de alta.
Diante desse cenário, autoridades reforçam a importância da vacinação contra a gripe, considerada a principal forma de prevenção. A campanha foi iniciada no último sábado (28) nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com mobilização nacional para ampliar a cobertura vacinal antes do inverno.
A vacina ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra as principais cepas em circulação, incluindo influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B. A imunização é destinada a grupos prioritários, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes.
Também devem procurar as Unidades Básicas de Saúde puérperas, trabalhadores da saúde e da educação, povos indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades ou deficiência, além de profissionais do transporte, segurança pública, correios, população privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas.
Além da vacinação, especialistas recomendam medidas preventivas, como o uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração, sobretudo para pessoas com sintomas gripais ou que residem em áreas com maior incidência da doença.