O ano de 2026 registrou a menor taxa média de desocupação para um primeiro semestre da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 6,46%. Em comparação ao ano anterior, foi uma redução de 0,92 ponto percentual.
Em 2025, a taxa média era de 7,38%; em 2024, o percentual chegou a 7,89%; em 2023, 9,42%; em 2022 ficou em 12% e, em 2021, 17,71%. Os dados refletem as políticas de incentivo a economia, atração de investimentos e políticas de desenvolvimento socioeconômico desenvolvidas pelo Governo do Maranhão nos últimos anos.
Dados do IBGE apontam que, no recorte trimestral, desde o 1º trimestre de 2022, Maranhão figura entre as três menores taxas de desocupação do Nordeste.
Entre 2021 e 2026, a taxa de desocupação do Maranhão permaneceu sempre abaixo da média do Nordeste, com a diferença se ampliando a partir de 2022.
A menor diferença entre as taxas (0,7 p.p.) ocorreu no 2º trimestre de 2021; a maior (4,1 p.p.), no 4º trimestre de 2023. No 4º trimestre de 2025, a taxa de desocupação chegou a 5,6%, igualando o menor patamar da série histórica, enquanto o número de pessoas ocupadas atingiu 2,722 milhões, o maior já registrado para o 4º trimestre.
Paralelamente, a taxa de informalidade do Maranhão exibiu redução de 3,9 p.p. no comparativo do 2º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2021.
Crescimento da economia – Entre 2022 e 2025, a agropecuária maranhense cresceu 27,9% no acumulado do período, percentual muito próximo do que o estado atingiu em pouco mais de uma década inteira (29,2% entre 2010/2021).
O avanço das safras de soja e milho no polo de Balsas e sul do estado alavancou setor primário, aproveitando patamares favoráveis de preços internacionais e aumento de produtividade.
O setor da indústria obteve expressivos 32,0% de crescimento acumulado 2022 e 2025, enquanto a taxa registrada entre 2010 a 2021 foi de 25,1%. Esse período foi marcado pela retomada da produção de alumínio primário no consórcio Alumar em São Luís e pela consolidação da cadeia de celulose no sudoeste maranhense (Imperatriz).
O setor de serviços cresceu a uma taxa acumulada de 10,5%, metade do que o setor gerou nos 11 anos anteriores. Devido aos efeitos encadeados dos dois outros setores, a movimentação intensiva de minério de ferro e grãos via Estrada de Ferro Carajás, Ferrovia Norte-Sul e Porto do Itaqui fortaleceu os segmentos de logística pesada e suporte industrial.
Somado a isso, o comércio varejista e os serviços prestados às famílias sustentaram volume constante de vendas, impulsionados pela recuperação do emprego formal e pela expressiva cobertura de programas sociais no estado.