O volume de dinheiro esquecido por brasileiros em bancos e outras instituições financeiras soma cerca de R$ 5,79 bilhões em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (13), pelo Banco Central. O montante representa alta em relação a julho, quando havia aproximadamente R$ 5,6 bilhões disponíveis para resgate.
Do total, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,9 milhões de pessoas físicas e R$ 1,48 bilhão a 2,36 milhões de empresas. Os recursos são referentes a contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcio e outras situações que geram devolução.
Até agosto, o Banco Central devolveu R$ 16,4 bilhões por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), sendo R$ 12,1 bilhões para pessoas físicas e R$ 4,3 bilhões para pessoas jurídicas.
Os bancos concentram a maior parte dos valores esquecidos, seguidos por administradoras de consórcio, cooperativas e instituições de pagamento. A maior parte é de pequenas quantias. Segundo o BC, 69,44% correspondem a valores de até R$ 10, enquanto quantias acima de R$ 1 mil representam apenas 2,21% do total.
Desde 27 de maio de 2025, o sistema permite habilitar a solicitação automática de resgate, que autoriza a devolução sem necessidade de novas consultas.
Para consultar e sacar, é necessário acessar o site do Sistema de Valores a Receber no portal do Banco Central, fazer login na conta Gov.br nível prata ou ouro, aceitar o termo de responsabilidade e verificar o valor, a instituição e a origem do recurso. O resgate pode ser feito via Pix, em até 12 dias úteis, ou diretamente na instituição indicada para quem não possui Pix.
O Banco Central alerta que a consulta e o resgate são gratuitos e devem ser feitos apenas pelos canais oficiais, sem cobrança antecipada ou pedido de senha.